Cabe à alta administração a avaliação contínua da adequação e da eficácia de seu modelo de Gestão de Riscos Corporativo. Este deve ser constantemente monitorado, com o objetivo de assegurar a presença e o funcionamento de todos os seus componentes ao longo do tempo.
O monitoramento regular ocorre no curso normal das atividades gerenciais. Já o escopo e a freqüência de avaliações ou revisões específicas dependem, normalmente, de uma avaliação do perfil de riscos e da eficácia dos procedimentos regulares de monitoramento. Vulnerabilidades e deficiências no Gestão de Riscos Corporativo devem ser relatadas aos níveis superiores de gestão e, dependendo da gravidade, reportadas à alta administração.
De um modo geral, os controles internos se estruturam em controles gerais e atividades de controles específicos, como por exemplo, reconciliações e confirmações de posições ou fluxos contábeis, procedimentos de testes, etc. Uma das metodologias para dar suporte a este processo de avaliação é o uso de Matrizes de Controles de Riscos, que evidenciam os objetivos e os riscos associados. Estas atividades de controle têm o propósito de determinar em que proporção, através de distintos atributos, os objetivos considerados relevantes pela administração estão sendo efetivamente gerenciados.
A alta administração deve dedicar especial atenção e fornecer diretrizes que orientem:
• a extensão e o conteúdo da documentação formal relativa a Gestão de Riscos Corporativo na organização: manuais de políticas e procedimentos, organogramas, descrições de funções e responsabilidades, instruções operacionais,
diagramas de fluxo, resultados de avaliações, análises e testes realizados;
• o relato, a documentação interna e externa (quando aplicável) de deficiências encontradas, assim como, o respectivo nível de ameaça ou exposição, percebida, potencial ou real, e oportunidades associadas para reforço ou revisão dos controles utilizados;
• o conteúdo dos relatórios relativos a Gestão de Riscos Corporativo e os níveis de informação estratégica: significância de problemas ou fatos anormais, princípios da cultura, implicações práticas e comportamentais, informação aos níveis superiores, laterais, diretoria,




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